Que a cobrança não vá de combustível à veneno

Foto capa da postagem sobre cobrança no site Gabriela Araujo. Desenvolvimento pessoal

Sempre falamos que para alguma coisa acontecer, precisamos de determinação e iniciativa. Assim estimulamos a cobrança para que o que vem de nós tenha um direcionamento planejado e um alcance desejado. E isso é ótimo — até certo ponto.

Por exemplo, uma valiosa dica de escrita é que criemos o hábito de escrever todos os dias. Outra dica para quem produz conteúdo online é definir um calendário editorial a fim de planejar postagens e fidelizar um público que aguarda por elas.

E de fato é essencial que não só tenhamos a vontade de executar um plano como também a disciplina de colocá-lo em prática. Ninguém conquistará nossos sonhos por nós, mas também de nada adianta alcançar a linha de chegada se estivermos esgotados demais para sequer celebrá-la.

Olhe para trás com sabedoria

Tão importante quanto focar no objetivo futuro é apreciar a jornada que te leva até ele. E para apreciar qualquer coisa na vida precisamos saber adotar o equilíbrio como prática crônica.

Aqui preciso citar o livro/filme Na Natureza Selvagem: sem arriscar um spoiler, vou me limitar a dizer que uma das grandes lições que o personagem aprende é que finalmente ao alcançar seu objetivo, o que mais permeava sua mente era tudo o que tinha vivido até chegar lá.

Se ele houvesse ido de ponto A à B sem ter as experiências que teve no caminho, não haveria nenhuma história para contar, ensinamento para passar ou memórias para relembrar.

É necessário que estimule a si mesmo assim como é necessário identificar o momento em que está passando dos limites. E vá por mim: tudo tem um limite, até mesmo o que fazemos na jornada em busca da felicidade ou do sucesso.

Não deixe o futuro lhe cegar para o presente

É também por isso que tantas pessoas que construíram impérios partindo do verdadeiro nada se orgulham de falar sobre os desafios que enfrentaram. Os desafios tornam tudo mais especial.

Quando deixamos a cobrança tomar conta de tudo o que somos, perdemos não só a paixão pelo que queremos como também o propósito. Esquecemo-nos de por que iniciamos a luta.

Se a cobrança se torna tudo o que conhecemos, deixamos para trás tudo o que temos de valioso — relacionamentos, família, saúde, espiritualidade. Corremos o risco de nos tornar tão obcecados pelo futuro que queremos que não mais vemos o presente que já é nosso.

Ao finalizar a construção de uma casa, a lembrança mais gostosa é da vez que aprendemos o que fazer com o primeiro tijolo. Se estivermos mais preocupados com a ideia de montar uma parede o mais rápido possível, não identificaremos o significado na construção gradual que é resultado de uma evolução.

Por isso sonhe, planeje, execute, mas não perca de vista a razão que faz tudo valer à pena.

Mantenha em mente que os fins não seriam nada sem os meios e os meios são os momentos em que realmente estamos vivendo.

Foto retirada do site Unsplash de acordo com os direitos autorais. Autoria de Mikael Seegen.

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