Categoria: Comportamento

Foto capa da postagem sobre urgência em ser urgente no site Gabriela Araujo. Comportamento

Temos urgência em ser urgentes

Nossa obsessão por ser urgentes é resultado do temor pelo esquecimento.

Naqueles momentos em que manda uma mensagem para a pessoa e se encontra inconformado com a demora na resposta. Por que ela não respondeu?, eu posso ver que ela está online.

Então conclui que ela não se importa com você, que está lhe ignorando, que tem coisas mais interessantes para fazer com o seu tempo do que falar contigo ou então deve estar conversando com alguém de quem ela gosta mais.

Por vezes era o simples fato da pessoa ter deixado a janela do Whatsapp Web aberta mesmo. Ou quem sabe ela estava de fato ocupada resolvendo um assunto sério ou ouvindo um áudio longo.

Mas explicações lógicas não cabem no nosso mundo que se inquieta com qualquer tipo de atraso na reciprocidade da atenção.

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Não precisamos de férias

“Preciso de férias”

Ouvi essa frase por mais vezes que poderia contar, mas esse momento específico em que a frase foi proferida foi diferente: veio de mim e era de fato uma necessidade.

Isso aconteceu no minuto que sucedeu o toque irritante de meu alarme às seis da manhã em um dia qualquer da semana. Um dia qualquer que assim como tantos outros me parecia já ter dado errado antes mesmo de começar.

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Foto capa do artigo sobre a música too good at goodbyes no site Gabriela Araujo. Comportamento

“Too good at goodbyes”: sobre relacionamentos modernos

Sam Smith é definitivamente um dos artistas mais promissores atualmente. Seu potencial vocal é quase ridículo de tão incrível, mas penso que para além disso, o senso de familiaridade em suas músicas é a garantia de seu sucesso.

Assim como seus singles Stay with me e I’m not the only one, Too good at goodbyes fala diretamente com o aspecto dos relacionamentos amorosos.

O grande sucesso da temática está associado ao senso de identidade que as pessoas criam com as músicas graças as líricas sobre amor, perda e a dor ao ver uma relação romântica chegar ao fim.

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Foto capa do artigo Chamego que nos falta no site Gabriela Araujo. Comportamento

O chamego que nos falta

É curioso que quando adultos somos negados o chamego que recebe uma criança.

A vida real é que personifica os monstros que viviam debaixo de nossas camas e nos fazem desejar aqueles tempos em que eles eram somente ameaças que nunca se concretizavam.

Quando crescemos é que percebemos a cobrança vinda de todas as direções para parecer imbatível, não importa o que esteja acontecendo debaixo da superfície.

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O isolamento que nos uniu

Eu imagino que você tenha participado ou ouvido falar do advento das “lives” que surgiu neste período de isolamento social graças ao Covid-19.

Existem aquelas lives que são apresentações transmitidas ao vivo pela internet. Alguns artistas começaram a fazê-las para ganho pessoal ou arrecadação coletiva de recursos para auxiliar quem está frente a frente com essa pandemia.

Existem também aquelas lives que nada mais são do que uma reunião de um grupo de pessoas. Em um aplicativo ou site de chat para colocar o papo em dia, a chamada “resenha” em tempos de Corona vírus. É sobre esse tipo de live este texto.

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A geração que se apaixonou pelo “papel de trouxa”

Num mundo cada vez mais inóspito com a nossa sensibilidade, nos agarramos ao direito de fazer papel de trouxa como uma forma de defender nossa necessidade de sentir.

Procuramos exercer poder sobre uma expressão que nos fere antes que ela possa nos ferir e em resultado tornamos o sofrimento a nossa única companhia.

Assim aceitando a dor como nosso destino, nos fingimos apaixonados por ela.

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Empatia de nós para nós

Nós nos comprometeremos a uma promessa de Eu Novo.

É como uma promessa de Ano Novo diferente e atrasada. Esse ano tem sido todo diferente e é capaz que comece diferente de qualquer forma depois do rastro do Covid-19. Então de cabeça para baixo estamos certos.

De volta à promessa: você já percebeu que por vezes nos desdobramos para fazer alguém se sentir confortável no seu erro, mas não estendemos a mesma cortesia para nós?

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Quando foi que término virou sinônimo de tragédia?

Quis redigir esse texto porque recentemente me peguei verdadeiramente devastada por um término de relacionamento entre outras pessoas e comecei a questionar o porquê (meu passatempo favorito de todas as horas).

Refletindo sobre essa exaustão de teorias e inquietudes, sem querer fiz uma lista. Organizei os responsáveis pela nossa instabilidade emocional na categoria de contos.

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